5 - O que é a Maçonaria?
A resenha histórica demonstra que a Maçonaria é uma dependência composta que serviu durante mais ou menos três séculos como suporte- ou como revelador- de vários procedimentos. O Grand Orient de France resgata sua legitimidade e sua regularidade de parâmetros simples como a antiguidade, a representatividade ou a aceitação de novos membros segundo métodos tradicionais provados.
Todas as épocas criaram grupos ao mesmo tempo distantes e presentes no mundo investigando sobre conhecimentos e sobre o emprego de práticas rituais de seus traços de identificação. A Maçonaria e o Grand Orient de France prolongam dita tendência. A Maçonaria é principalmente uma Escola da Liberdade. A fim de assumir esta missão, o Grand Orient de France não se estabelece nenhum limite e outorga à maçonaria toda sua acepção. A importância acordada ao amor fraternal, a complementariedade entre as reflexões simbolistas e sociais, a pluralidade dos ritos em seu seio e a liberdade outorgada aos Irmãos e Irmãs de trabalhar em conjunto constituem os traços mais sobresalientes de sua identidade. Várias posturas permitem definir a Maçonaria como uma transposição, no âmbito especulativo, do trabalho dos construtores. O trabalho é considerado além do mais desde este ponto de vista como um valor central da instituição. Desta maneira se poderia considerar que os franco-maçons constroem ainda templos, tanto internos (a partir do famoso " conheça a si próprio... ") como externos, para o conjunto da Humanidade. Deve-se considerar também que três componentes definem a maçonaria que, segundo proporções variáveis, é uma sociedade ao mesmo tempo fraternal, de iniciação e humanista.
Ela é em primeiro lugar e principalmente uma Fraternidade porque seus membros, irmãos e irmãs, formam uma família eleita, solidária e igualitária. Dita característica, que lhe pertence há muito tempo, faz com que os membros de tal confraternidade expressem a necessidade de se reunir de uma maneira segura com relação às agitações do mundo e de uma maneira autêntica com respeito à suas supostas perversões ( os "metais"). Isto induz a uma visão positiva do ser humano, a priori bom e perfectível, e tem numerosas consequências morais que se manifestam de mil e uma maneiras na maçonaria.
Ela é igualmente um grupo de iniciativa já que ela propõe, depois de um passo que simboliza a mudança de estado ( do profano ao maçônico), um método de trabalho e uma busca filosófica, vividas em uma disciplina de grupo livremente consentida. O conjunto deste processo supõe ajudar, por um jogo de analogias e de interpretações pessoais, à compreensão do mundo e ao outorgamento de um sentido à existência. Esta função representa também um componente de identificação essencial.
Finalmente, a Maçonaria é uma instância humanista, um lugar de ressonância social e de reflexão, um tema histórico, implicado. Ela, ou mais frequente os franco-maçons na qualidade de indivíduos, estão presentes e comprometidos com a Cidade. Isto nos conduz a melhorar o Homem e a Sociedade ao mesmo tempo, a prolongar os laços de fraternidade maçônica sobre toda a superfície terrestre, a traduzir em termos de lutas ideológicas a exigência humanista, para a Liberdade, a Paz e a Justiça. O Grand Orient de France considera que a iniciação é em primeiro lugar uma Liberação, não uma Revelação. Ele se consagra à emancipação das consciências, não à salvação eventual das almas. Sua concepção é equilíbrio entre procedimento de iniciação íntimo e compromisso cidadão.
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